23/05/2019

Descubra qual a melhor forma de armazenar as imagens para cada sistema de videomonitoramento

 

O que é mais importante em um sistema de videomonitoramento? A imagem ao vivo ou a gravação?

Para quem investiu em um sistema de segurança residencial ou empresarial, a gravação e o armazenamento dessas imagens são fundamentais, seja para auditorias, melhorias de processos, investigação de ocorrências ou exigência legal. Durante o trabalho, os operadores do CFTV vão conseguir ver o que está acontecendo, mas se estas imagens não forem armazenadas, depois será impossível buscar informações relevantes para identificar detalhes do trabalho ou o responsável por um crime, por exemplo.

E na hora de armazenar imagens de videomonitoramento, as opções são muitas. Mas qual a melhor? É importante destacar que não existe escolha certa, afinal, cada objetivo e estrutura de CFTV demandará necessidades específicas e terá um formato que atenda melhor. Para ajudar a explicar melhor as diferenças entre as formas de armazenamento mais comuns no mercado, preparamos o material a seguir. Um guia para que você possa escolher a forma ideal para o seu negócio!

 

Antes de começar…Responda: O que e como o sistema grava?

Estas devem ser as primeiras perguntas a serem respondidas quando iniciamos a análise para escolha de uma forma de armazenamento de imagens. É preciso conhecer o básico, e entender as quatro variáveis que precisam ser levadas em consideração: a compressão do vídeo, o modo de gravação, o tempo que as imagens precisam ser mantidas e a capacidade de armazenamento.

No caso da compressão de vídeo, quanto mais comprimido um arquivo for, menos espaço ocupará no sistema de armazenamento escolhido. Lembrando que a compressão de vídeo é o formato do arquivo gerado pelas câmeras (MJPEG, MPEG4, H.264, H.265). Também é importante destacar que se o processo de compressão escolhido for mais pesado, haverá maior tráfego na rede e ocupação de espaço em disco. Por isso, é importante encontrar um equilíbrio entre a qualidade de imagem realmente necessária e o espaço/rede disponíveis.

Já o modo de gravação é a maneira usada para iniciar o armazenamento dos dados. A escolha por gravação contínua, detecção de movimento, horário agendado ou por disparo de alarme/evento, por exemplo, vai depender dos objetivos do CFTV.  

Não existe uma lei que determine o tempo de armazenamento de imagens em residências, condomínios e locais com grande circulação de pessoas, mas o recomendado por especialistas em segurança é que elas sejam guardadas por pelo menos 30 dias. Alguns sistemas já permitem até a configuração para o descarte automático do material após este período. Também existem projetos de monitoramento que trabalham com períodos maiores,  podendo variar de 90 dias até mais de um ano, dependendo dos objetivos.

Quanto à capacidade de armazenamento, quanto maior ela for, mais tempo de filmagem poderá ser guardado simultaneamente. E é neste assunto que vamos nos aprofundar a seguir, porque dependendo de necessidades específicas de cada sistema de videomonitoramento, formas diferentes de armazenamento podem ser mais, ou menos indicados.

 

Tipos de armazenamento de imagens

De nada adianta investir nos melhores equipamentos de segurança se não houver um recurso à altura para salvar e gerenciar essas gravações. Atualmente, existem diversas opções no mercado, mas é preciso identificar a que melhor atende à realidade do seu negócio.

Existem pelo menos 4 maneiras mais comuns de armazenamento de imagens, que se subdividem em grupos de acordo com configurações e outras especificidades. Além disso, também é possível combinar mais de uma forma de armazenamento, criando um sistema misto e garantindo backups e um aproveitamento melhor das estruturas escolhidas. Para facilitar o entendimento sobre cada uma, vamos detalhá-las um pouco melhor.

 

  • Armazenamento em servidor interno

Um dos principais pontos positivos do uso de servidores para armazenamento é não depender de conexão com internet para estar disponível na rede interna. Esta opção também não exige custos elevados para grande volume de dados armazenados (à medida que o volume de dados aumenta, vale investir em recursos como um rack para aumentar o espaço), além de apresentar menos falhas e garantir maior sigilo de informações. Esta solução pode ser adaptável para empresas de qualquer porte que demandam espaço para armazenamento de dados.

Os pontos que exigem atenção são que, para compartilhar os dados de imagens com usuários externos, será necessário um link de internet estável que garanta a qualidade da transmissão. As máquinas dos servidores também devem estar abrigadas em um Data Center, ou seja, um ambiente controlado com climatização especial e controle de acesso a ela, além de manutenção especializada e necessidade de sistema operacional.

 

  • Armazenamento em Storage

A vantagem deste tipo de armazenamento é não depender de conexão com internet para armazenar as imagens. Assim, mesmo que haja queda na conexão e os dados não sejam enviados, é possível resgatá-los no cartão instalado na câmera e reenviar. O custo de manutenção também é menor, por só demandar a verba para comprar o HD, SSD, etc, ou seja, não existe o custo com equipe de manutenção e/ou armazenamento mensal. Também é importante pensar em backups, para a que a perda de um cartão, por exemplo, não cause a perda de todo o material. O storage pode ser dividido em três tipos:

Direct Attached Storage – DAS: dispositivo externo que se conecta diretamente aos computadores ou gravadores de vídeo funcionando como uma extensão;

Network Attached Storage – NAS: ligado diretamente na rede funcionando como um servidor de arquivos;

Storage Area Network – SAN: conectado diretamente ao servidor e funciona como um bloco de dados.

O mais usado atualmente é o NAS, conectado ao servidor principal via iSCSI. Dessa forma esse servidor de discos (que fica em uma máquina separada) comunica-se com o servidor D-Guard via rede, porém a velocidade de comunicação é igual a ter discos físicos instalados no próprio servidor. A diferença é que por ser um hardware diferente, com discos próprios para isso, a segurança é maior e as possibilidades de falhas diminuem drasticamente.

 

  • Armazenamento em DVR/NVR/HVR

Aparelhos especializados no armazenamento de imagens, os DVRs, NVRs e HVRs não necessitam de sistema operacional ou outros hardwares para funcionar.

O DVR, Digital Video Recorder, é um sistema de gravação muito utilizado. Ele tem bom custo-benefício, tornando-se financeiramente viável em muitos casos, mas armazena apenas imagens analógicas, ou seja, mesmo se houver investimento em câmeras IP, a qualidade das imagens armazenadas permanecerá sendo de uma câmera analógica. O limite de gravação desse aparelho é de 960 linhas de resolução.

O NVR, Network Video Recorder, é um sistema similar ao DVR, mas que também faz o gerenciamento e a gravação de todas as câmeras de um mesmo local, de uma única vez. Adequado à tecnologia IP, o NVR ainda permite a visualização e o monitoramento de imagens por dispositivos móveis. Ele dispensa a necessidade de um cabo ligando o NVR e a câmera, ambos só precisam estar na mesma rede, o que em alguns projetos pode impactar no investimento em Infraestrutura.

Por fim, o HVR, Hybrid Video Recorder, como o nome já diz, é um sistema híbrido, ou seja, aceita tanto câmeras analógicas como as do tipo IP, em uma mesma rede de monitoramento. O HVR é indicado para quem não quer abrir mão das câmeras mais antigas, mas quer incrementar o sistema com outras mais modernas e de qualidade maior.

 

  • Armazenamento em nuvem

Resumidamente, pode-se dizer que o cloud computing é um espaço virtual para armazenamento de dados. Ele permite que tanto empresas quanto pessoas físicas possam guardar informações por meio de um repositório online, que, a qualquer momento, pode ser acessado remotamente e ter dados facilmente compartilhados. O sistema já é conhecido e amplamente utilizado em serviços como e-mail, por exemplo. Na área da segurança, a preservação do material é um dos destaques. Não importa que tipo de danos aconteçam (incêndio, assalto, descarga elétrica…), não existe o risco de perder as imagens gravadas, pois elas se encontram seguras em um outro ambiente, um servidor da internet. Outra vantagem é que os arquivos são atualizados em tempo real, pois estão conectados à internet e o backup é feito de forma constante. Em softwares como o D-Cloud, todo o conteúdo armazenado pode ser acessado e compartilhado de um computador, tablet ou smartphone. Além disso, o cloud computing dispensa o uso de espaço físico na estrutura de CFTV e nas máquinas da central de monitoramento.

No entanto, é preciso estar conectado à internet para usá-lo. Redes com baixa qualidade podem ter dificuldade no armazenamento correto das imagens. O mesmo ocorre com o acesso em remoto, que fica comprometido com a baixa qualidade da conexão Wi-Fi, 3G ou 4G. Outro ponto que precisa ser avaliado na hora da escolha é o custo (cobrado mensalmente pelos planos) dependendo da quantidade de dias de gravação, qualidade e velocidade (FPS) da imagem armazenada.

 

O que preciso avaliar na hora de escolher?

Também é importante destacar que, independente do tipo de armazenamento escolhido, é essencial ter um plano de ação para o uso e gestão das imagens gravadas. Softwares como o D-Guard são diferenciais no neste processo, pois ao mesmo tempo em que centralizam a gestão de todas as câmeras, permitem definir o envio para diferentes formas de armazenamento a partir da integração com centenas de diferentes dispositivos, assim como o envio para serviços de cloud computing. O D-Guard também faz buscas a arquivos dentro de equipamentos de DVR/NVR/HVR homologados, que podem ser consultados aqui.

Por fim, cada solução atende determinadas características da estrutura/negócio e do objetivo procurado pelo cliente. Qual o ambiente atual? Quais sistemas operacionais ele utiliza? Que equipamentos possui na estrutura de CFTV Para que estas imagens armazenadas serão usadas? Quanto ele está disposto a investir? Para escolher é preciso ter essas respostas muito claras. Especialistas na área de projetos e centrais de monitoramento podem ajudar muito neste processo.

A forma de armazenar deve ser definida com base no que precisará ser feito com essas imagens e organizar o acesso ao que pode ser necessário, bem como organizar os backups para garantir que a informação armazenada não seja perdida, são cuidados fundamentais para o sucesso nesta etapa do trabalho.